Comentário semanal de Carlos Zorrinho na Rádio Campanário – 18 julho 2023
Na Revista de Imprensa desta terça-feira, dia 18 de julho, recebemos em antena o Eurodeputado socialista Carlos Zorrinho.
Os temas abordados no dia de hoje foram: Buscas da Polícia Judiciária ao PSD, a espera de nove meses por parte do PR sobre a regulamentação executiva do SNS, as notas dos exames nacionais de Português terem sido as melhores dos últimos 10 anos e a sondagem realizada pelo Expresso em que o PM António Costa recebeu a melhor nota, no caso da TAP, e João Galamba a pior.
No que diz respeito ao primeiro tema, o Eurodeputado começou por comentar que “é difícil comentar o que foi feito ou o que não pelo PSD, alguma articulação entre recursos, que são recursos de subvenção, alguns parlamentares e de subvenção aos partidos. Penso, e tenho ouvido, não sendo especialista, que são possíveis pela lei, penso que são práticas normais nos partidos, que não prejudicam o horário público, mas como disse, em relação aos factos em si, que se investigue, acho que o que foi profundamente lamentável foi a metodologia. Nós precisamos de justiça eficaz, que é aquela que analisa e toma decisões rápidas, e não da justiça de espetáculo, porque aquilo a que nós assistimos para ir buscar um dossier, que tinha que ser levantado na sede do PSD, ser feita uma busca a um ex líder, é apenas um exemplo de política espetáculo, que era muito dispensável, porque não ganha ninguém, quebra a reputação das instituições, faz com que se pense que somos todos iguais, as pessoas têm direito a proteger a sua imagem, exceto se for demonstrado que foi feita alguma coisa de errado e, a justiça deve ser feita, dentro do possível, com contenção e eficácia”.
“Nos casos concretos, não me passaria pela cabeça que houvesse uma investigação iniciada sem casos concretos, agora a forma da investigação é que não me parece adequada”, acrescentou.
Questionado se esta situação pode ser transversal a outros partidos, e também ao Partido Socialista, Carlos Zorrinho referiu que “a própria lei permite uma gestão conjunta de alguns recursos e há alguns partidos que fazem essa gestão de recursos, como disse há pouco, penso que é transversal e, se for bem praticada, não prejudica o horário público e melhora a qualidade da política. Se um assessor, simultaneamente investiga um determinado dossier técnico, que ajuda o partido a tomar decisões e que esse dossier técnico é também útil ao grupo parlamentar, não vejo que daí venha algum mal ao mundo. O que fez o PSD em concreto é que está a ser investigado. Eu não sei, só depois de ver e saber o que fez em concreto é que posso dizer se é transversal aos outros”
No que diz respeito ao segundo tema, o Eurodeputado referiu que “não seio o que é que tem atrasado, mas acho que é normal, que havendo um modelo novo, esse modelo novo tenha que ser testado, tenha que ser bem testado o seu funcionamento no terreno e que, possa inclusivamente, sofrer alguns ajustamentos para que não haja pressões e se tire o máximo partido deste modelo, em que há o Ministério da Saúdo e depois uma direção executiva do SN em concreto. Portanto, há uma direção do SNS, que é do ministro, e o SNS é uma parte do Sistema Nacional de Saúde, que tem uma direção executiva e que é a mais adequada. Porque demora tanto tempo não sei, mas quero imaginar que é exatamente para fazer o ajustamento no terreno, para que funcione e, para quando entrar em vigor, estar tudo afinado”.
No que toca ao terceiro tema, o Eurodeputado socialista diz que “é de facto uma excelente notícia, mais uma vez é muito importante também perceber qual foi o nível de exigência das provas, mas sendo transversal, e tendo nós vivido nos últimos anos tantos problemas, também com a pandemia, quer também depois com toda a conflitualidade nos sistemas de ensino, tendo também em conta a tendência que muitos identificam de os mais jovens serem menos focados na leitura e mais focados nas redes sociais, terem boas notas a Português é muito bom e também vi que houve boas notas a Matemática e a Biologia”.
Quanto ao último tema, Carlos Zorrinho diz que existe uma grande diversidade de opinião entre o PM e o ministro porque “o ministro no fundo foi quem geriu o processo, com tudo o que teve de bom e de complicado, como sabemos e vimos pela Comissão de Inquérito, e o PM foi quem moderou e procurou ultrapassar as dificuldades do processo, portanto, é normal que assim os portugueses avaliem. Um esteve num processo que não foi precessionado como tendo corrido bem e outro esteve num processo em que procurou evitar com que corresse pior”.