Comentário semanal de Carlos Zorrinho na Rádio Campanário – 5 setembro 2023
Na Revista de Imprensa desta terça-feira, dia 5 de setembro, recebemos em antena o Eurodeputado socialista Carlos Zorrinho.
Os temas abordados no dia de hoje foram: As principais prioridades do Governo, no que toca à questão de habitação e a aproximação da taxa de inflação para a meta de 2% estar quase concluída, de acordo com Mário Centeno.
No que toca ao primeiro tema, o Dr. Carlos Zorrinho começou por referir que “É muito importante que haja uma continuação do Conselho de Estado, sobretudo para que os vários agentes, os membros do Conselho de Estado e os conselheiros são pessoas muito reconhecidas, nomeadas por partidos políticos, mas também por setores sociais, para que possa haver uma reflexão sobre os desafios que a sociedade portuguesa enfrenta e, muitos deles, são desafios que não decorrem diretamente da sociedade portuguesa. Temos o exemplo dos impactos da guerra, do aumento da inflação ou o aumento da taxa diretora dos juros do BCE. Tudo isso cria grandes dificuldades às famílias, como no acerto à habitação, onde já havia muitas, mas agora ainda mais. Há cada vez mais notícias dos custos para comprar uma casa nova, das disponibilidades financeiras que as pessoas têm para pagar as rendas e, também, as prestações da casa, que são cada vez maiores.”
“O que é importante é que, do meu ponto de vista, tem que haver uma seleção muito serena do Conselho de Estado, do Conselho de Ministros e por toda a gente que tem capacidade de ação, para se tomarem medidas que ajudem as famílias. Neste momento o que é preciso, são medidas que, tendo em conta a realidade, que ajudem verdadeiramente as famílias e as empresas”.
No que diz respeito ao segundo tema, o Eurodeputado do PS referiu que “Os mercados são muito complicados e muito incertos. Nós tivemos há dois ou três dias um conjunto de informações de que a inflação não estava a descer tanto, houve também algumas ameaças por parte do BCE de poder aumentar a taxa diretora de referência mas, essas palavras do Mário Centeno, que é um homem muito habilitado, e que normalmente acerta nas suas previsões, diria que são uma janela de esperança. Se, efetivamente, nos aproximarmos dos 2% da taxa de inflação, significa que o papel do BCE, que é manter a inflação a 2%, fica mais ou menos cumprido e deixará de haver o aumento das taxas de juro”.
“Se as taxas de juro baixarem, de forma sustentada, nos próximos trimestres, vai haver um grande alívio para a vida das pessoas”, acrescentou.