Fazer Escola
No passado dia 16 de fevereiro o Ministro da Educação, Ciência e Inovação esteve em Évora, abrindo o I Seminário dos Centros Tecnológicos Especializados (CTE) na Escola Severim de Faria, inaugurando um Centro Especializado de Informática na Escola Gabriel Pereira e associando-se ao 40º Aniversário do Sindicato Democrático dos Professores do Sul.
Tendo acompanhado grande parte da visita, no quadro das funções que desempenho, ficou ainda mais claro para mim que a modernização do sistema educativo, valorizando as carreiras docentes e a elas associadas, equipando as escolas e mobilizando os alunos com métodos e ferramentas de ensino apelativas e adequadas ao novo quadro tecnológico, é uma das reformas prioritárias para o nosso futuro coletivo.
Uma escola bem inserida na comunidade é um gerador inigualável de inclusão, satisfação dos agentes envolvidos, disseminação de conhecimento, promoção de autoestima, criação de dinâmicas positivas e de riqueza imediata e potencial.
Os desafios que se colocam ao nosso sistema de ensino são conhecidos e complexos. O envelhecimento do corpo docente e de algumas das infraestruturas, a aceleração tecnológica dentro e fora da escola, os novos desafios colocados pelas migrações e pela diversificação das nacionalidades dos formandos são apenas alguns desses desafios que não têm respostas fáceis, mas têm que ser enfrentados em concertação, persistência e diálogo.
O governo em funções colocou como grande prioridade da sua governação a Reforma do Estado e a modernização da Administração Pública. O seu sucesso é do interesse coletivo, no quadro de um debate saudável sobre os caminhos a trilhar em áreas tão sensíveis como a educação, a justiça, a saúde ou a segurança entre muitas outras.
Neste contexto é difícil de compreender que, em vez de alavancar estas reformas no quadro de uma cidadania participada, o Governo se tenha vindo a enredar numa Reforma das Leis Laborais cuja conteúdo, necessidade ou oportunidade são muito difíceis de justificar.
O que vi e ouvi durante a visita ministerial a Évora deu-me esperança. Évora e o Alentejo foram pioneiros na criação do Alentejo Digital, num conceito que depois se disseminou pelo País e por toda az Europa. Estivemos na primeira linha da aplicação do Plano Tecnológico e em particular do Plano Tecnológico das Escolas. Desejo que as boas práticas que pude presenciar e as boas ideias que pude ouvir façam escola. O País precisa e a nossa terra também.