Artigos de Opinião

Neste espaço poderá encontrar os artigos que ao longo dos últimos anos foram sendo escritos por Carlos Zorrinho e publicados em diversos meios de comunicação social.

2023 – Ano Europeu das Competências

No debate do Estado da União, que decorreu em 14 de setembro no Parlamento Europeu em Estrasburgo, a Presidente da Comissão Europeia, Úrsula Von Der Leyenanunciou que 2023 será o Ano Europeu para as Competências, ou seja, para que seja dada particular atenção à educação e à formação contínua. A escolha não podia ser mais oportuna. A capacitação transversal é fundamental para vencer os brutais desafios de transição que estamos a viver.

São imensos os desafios que a União Europeia enfrenta, para garantir a sua autonomia estratégica, modernizar a economia, salvaguardar os valores e princípios e assegurar condições de vida dignas aos seus cidadãos. Comum a todos esses desafios é a necessidade de ter pessoas motivadas e qualificadas, para concretizar as políticas e dar resposta aos problemas.

Por toda a União Europeia, e também em Portugal, num grande número de sectores económicos e sociais, existe uma clara falta de mão de obra disponível. Muitosargumentam que essa escassez se deve à não atratividade das condições oferecidas para o exercício das funções. Uma justa política de remuneração e rendimentos ajudará certamente, mas sem motivar e preparar mais pessoas para desempenhar as várias tarefas, não será resolvido o problema estrutural da escassez qualitativa e quantitativa de mão de obra.

O recurso aos migrantes económicos tem sido uma das estratégias para colmatar as carências. No entanto, a necessária e justa integração social e económica desses migrantes, exige que também a eles seja proporcionado o acesso a cada vez mais e melhores competências.

Proclamar 2023 como um Ano Europeu focado na educação e na formação contínua, é uma excelente e oportuna bandeira mobilizadora, que para ter o efeito desejado, tem de apostar na escola, nos diversos centros de conhecimento e formação e nos educadores, dando-lhe melhores condições para concretizarem projetos flexíveis e descentralizados de resposta às necessidades dos territórios, das empresas, das organizações e dos alunos que servem.

Em complemento, as agendas digitais em curso de conceção e aplicação têm que ser verticais e capacitar os cidadãos não apenas para usar os novos instrumentos tecnológicos, mas também para através deles mudarem os padrões das suas competências sociais e profissionais.

Formar as pessoas para um mundo em mudança, para que elas possam ser parte mais ativa no futuro que se vai desenhando e ajudar a tornar o seu presente melhor, é uma prioridade para hoje, para 2023 e para os anos vindouros.

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